AO REDOR DO TOURO
EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS COM INAUGURAÇÃO PELAS 16 HORAS DO DIA 14 DE NOVEMBRO DE 2009 NA GALERIA VIEIRA PORTUENSE LOCALIZADA NO LARGO DOS LÓIOS, Nº 50, 4050-338 PORTO (PORTUGAL)(351)222005156 * info@galeriavieiraportuense.com * www.galeriavieiraportuense.com
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
OPINIÕES ...
He visto la Exposición ALREDEDOR DEL TORO, me encanta la galería...
Enhorabuena por el montaje, está muy equilibrado, soy consciente de que no es fácil colocar Obra tan diferente y darle cierta unidad, pues en este caso hay cuadros muy potentes y otros que parecen flotar, sin embargo el conjunto tiene fuerza, ritmo y color, Se ha salvado de forma muy acertada el desnivel, algo muy frecuente en casi todas las colectivas.
Aquí, el verdadero Artista es el Comisario de la Muestra.
Enhorabuena por el montaje, está muy equilibrado, soy consciente de que no es fácil colocar Obra tan diferente y darle cierta unidad, pues en este caso hay cuadros muy potentes y otros que parecen flotar, sin embargo el conjunto tiene fuerza, ritmo y color, Se ha salvado de forma muy acertada el desnivel, algo muy frecuente en casi todas las colectivas.
Aquí, el verdadero Artista es el Comisario de la Muestra.
Rosa Guisán
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GALERIA VIEIRA PORTUENSE
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
CASSIO MELLO
"Duas forças"
óleo sobre tela
60x90
4.500
"Puxada da Rede - Ericeira"
óleo sobre tela
50x70
4.000
"O poder da Liberdade"
óleo sobre tela
70x50 cm
3.500
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CASSIO MELLO,
GALERIA VIEIRA PORTUENSE
CONSTÂNCIA NERY
"Os Jóvens Guardadores dos Touros"
40X050
óleo sobre tela
2.500
Boi Bumbá "Encarnado" - Brasil
Óleo sobre tela
50X60
4.000
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CONSTÂNCIA NERY,
GALERIA DE ARTE
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
GALIA BLANCO
"Amanece, que no es poco"
acrílico sobre tela
90 x 90 cm
1.120
"Recuerda"
acrílico sobre tela
90 x 70 cm
700
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GALERIA VIEIRA PORTUENSE,
GALIA BLANCO
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
GRIÑON
TOURO
acrílico sobre tela
30x25
450
VER OU OLHAR / SÉRIE O TOURO IBÉRICO
Acrílico sobre tela
95 x 155 cm
12.000
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GALERIA VIEIRA PORTUENSE,
GRIÑON
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
IRENE PISSARRO
TOURO no campo com maçãs
57x75
Aguarela sobre papel
250
As maçãs
57x75
Aguarela sobre papel
250
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IRENE PISSARRO
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
J. VALCÁRCEL
DESARMADO
80x54
óleo, pigmento e collage sobre tela
2009
2.300
"Ao redor do touro"
60x73
óleo, pigmento e collage sobre tela
2009
2.300
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GALERIA VIEIRA PORTUENSE
JOAQUIM MANZANO
Toro Armado
40x60x25
1.400
5 Caras
160x47x30
1.200
Bos Taurus
65x100x30
6.500
Cara de Toro
40x30x15
550
Minotauro
295x50x50
4.000
Toro en un Paisaje
30x60x40
1.500
Táurido
23x30x25
600
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JOAQUIM MANZANO
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
KIM MOLINERO
FIRE_VINHEDOS
Acrílico s/tela
81x100
2007
1.500
FIRE_ZAROLHO
Acrílico s/tela
81x100
2008
2.000
FIRE_BOCA
Acrílico s tela
81x100
2007
4.000
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GALERIA VIEIRA PORTUENSE,
KIM MOLINERO
LUIS BERRUTTI
163 x 117
Óleo/tela
Papel Kraft
Lino carburundum y aluminío
5.000
TORO CON LUNA
163 x 117
Óleo/tela
Papel Kraft
Lino-carburundum
5.000
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GALERIA DE ARTE,
LUIS BERRUTI
MARCELO LÉONARD
Ariadna
Tríptico
Cada fotografía impresa sobre papel Fine Art Hahnemühle A3+ impreso con tintas Fine-Art Ultrachrome K3 Epson
Mancha de 30 x 45 cm
(de cada fotografia fez-se uma edição limitada a 25 cópias numeradas e assinadas pelo autor)
( o papel e as tintas utilizadas Têm os requesitos exigidos por museus e galerias para a garantia da durabilidade)
1.200
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MARCELO LÉONARD
MARIA DA GLÓRIA
Corrida brava
Técnica mista/acrilico s/tela/ colagens/ madeira
80x100
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MARIA DA GLÓRIA
domingo, 29 de novembro de 2009
MARIA DEL CARMEN SANTAYA
"La Terna"
31 x 79
óleo s/Tabla
1.200
"Arte y Poderío"
63 x 42
óleo s/Tabla
1.000
"La serenidad del Valiente"
100 x 72
óleo s/tabla
2.000
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MARIA DEL CARMEN SANTAYA
MARIA TEREZA BRAZ
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MARIA TEREZA BRAZ,
MARIA TEREZA BRÁS
OSCAR ALMEIDA
SERENATA
Acrílico espatulado s/tela
50x70 cm
450
COIMBRA
Acrílico espatulado s/tela
50x70 cm
450
Acrílico espatulado s/tela
50x70 cm
450
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OSCAR ALMEIDA,
ÓSCAR ALMEIDA
PAULO MEDEIROS
A Grande Pega
81x65
750
TOURADA I
Óleo S/Tela
81x65
500
TOURADA IIÓleo S/Tela
81x65
500
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PAULO MEDEIROS
sábado, 28 de novembro de 2009
PEDRO S. MORILLO
O PODER DA CASTA
técnica mista sobre tela
95x160cm
6.500
ARTE E RAÇA
técnica mista sobre tela
95x160cm
6.500
DESTINOS PARALELOS
técnica mista sobre tela
95x160cm
6.500
SOLO ANTE EL PELIGRO
TÉCNICA: Mixta sobre tela
95x160cm
6.500
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PEDRO S. MORILLO
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
ROSAURA SERRANO SIERRA
Aquella tarde
TÉCNICA: Digital S. Lienzo
75x 60
600
ALTERNATIVA
TÉCNICA: Digital S. Lienzo
50 x 75
500
Desbocado
TÉCNICA: Digital S. Lienzo
50 x 75
500
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ROSAURA SERRANO SIERRA
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
TEODORO BÜEST
LAVANDO O POTRO AO PÉ DO TOURO
30x40
acrílico sobre tela
900
Boi à Solta
30x40
acrílico sobre tela
900
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TEODORO BÜEST
YOLANDA CARBAJALES
O TOURO SAGRADO
técnica mixta y grabado sobre tabla
79x148
1.500O Touro Sagrado
xilocolografía
49x29
300
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YOLANDA CARBAJALES
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
"AO REDOR DO TOURO" pela objectiva de MARCELO LÉONARD
JÚLIO CAPELA
PEDRO CHARNECA
J. VALCÁRCEL
LOPES DE SOUSA
JOSÉ LUIS BUSTO
YOLANDA CARBAJALES
CARLOS GODINHO
XESKO
ALBERTO D'ASSUMPÇÃO
ALBURNEO
ANTÓNIO AGANTE
MARCIAL ORTIZ
MIGUEL ZELADA
ANÍBAL ALCINO
JÚLIO CAPELA
PEDRO CHARNECA
J. VALCÁRCEL
JOAQUIN MANZANO
JOAQUIN MANZANO
CARMEN SANTAYA
IRENE PISSARRO
SARA GARROTE (CHUCA)
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MARCELO LÉONARD
terça-feira, 17 de novembro de 2009
FOTOGRAFIAS DE MARCELO LÉONARD
GABRIELUX
PORFÍRIO PIRES
GALIA BLANCO
TEODORO BÜEST
CONSTÂNCIA NÉRY
GALIA BLANCO
TEODORO BÜEST
CONSTÂNCIA NÉRY
CASSIO MELLO
CONSTÂNCIA NÉRY
ADELAIDE MOÇA
JOSÉ TAVARES
PEDRO BUENO SALTO
SILVIO DE CESARE
TAREIXA BARRÓS
NUNES AMARAL
FRANCISCO CHARNECA
JOSÉ CARDOSO
JOSÉ CARDOSO
MARINA COCOS
MARIA DA GLÓRIA
RUI COELHO SANTOS
PORFÍRIO PIRES
MARCELO LÉONARD
ROSAURA SERRANO SIERRA
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segunda-feira, 16 de novembro de 2009
OBRAS DE CASSIO MELO, CONSTÂNCIA NÉRY, ADELAIDE MOÇA
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Pedro Morillo
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OBRAS DE PEDRO MORILLO, FEDERICO EGUIA, GRIÑON, DELFINA MENDONÇA E
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CARMEN CASTRO SANTAYA, ROSAURA SERRANO SIERRA
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domingo, 15 de novembro de 2009
YOLANDA CARBAJALES
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sábado, 14 de novembro de 2009
ESTÁ PATENTE AO PÚBLICO ATÉ 12 DE DEZEMBRO A EXPOSIÇÃO COLECTIVA DESIGNADA AO REDOR DO TOURO QUE PODERÁ SER VISITADA NA GALERIA VIEIRA PORTUENSE DE SEGUNDA-FEIRA A SÁBADO DAS 9,30 ÀS 19 HORAS
Não vai há muito tempo que Joaquin Manzano, de Arévalo, regressado de Guisando, nos dava nota do seu entusiasmo pelo touro como objecto da sua escultura.
Daí saiu a ideia de eleger o touro como tema para esta 2.ª exposição colectiva transfronteiriça, a seguir às “Pontes Luso-Galaicas”, que se inaugurara em Julho.
Nesta altura, em que se festejam as quedas dos muros entre as nações, também nós damos o nosso contributo à remoção dos muros que nos separam dos nossos vizinhos, abrindo as paredes das nossas salas às obras dos talentos que aqui quiseram vir das várias latitudes das Espanhas, juntar-se aos autores portugueses que, do Minho ao Alentejo, também quiseram incluir-se nesta iniciativa.
O “touro” é um bom tema para congregar os artistas plásticos da Península Ibérica. Porque dos Pirenéus para cá, desde tempos imemoriais, foi alvo e instrumento de devoção, companheiro permanente do homem, nas suas angústias, nas suas necessidades e nos seus momentos lúdicos. E é presença constante na literatura e nas obras de arte dos dois países.
A Galeria Vieira Portuense orgulha-se de ter junto no seu espaço mais de meia centena de artistas, grandes no seu talento e na simpatia com que aceitaram expor, sem vaidades, as suas obras, independentemente do maior ou menor renome que lhes é tributado. É esta grandeza de alma que dá vida aos grandes empreendimentos, pelo que apostamos em novas iniciativas que voltem a juntar estas pessoas unidas pelo génio da sua arte, que as fronteiras políticas já não dividem.
GALERIA VIEIRA PORTUENSE
Largo dos Lóios,50, 4050-338 Porto
(351)222005156 * info@galeriavieiraportuense.com
http://www.galeriavieiraportuense.com/
Daí saiu a ideia de eleger o touro como tema para esta 2.ª exposição colectiva transfronteiriça, a seguir às “Pontes Luso-Galaicas”, que se inaugurara em Julho.
Nesta altura, em que se festejam as quedas dos muros entre as nações, também nós damos o nosso contributo à remoção dos muros que nos separam dos nossos vizinhos, abrindo as paredes das nossas salas às obras dos talentos que aqui quiseram vir das várias latitudes das Espanhas, juntar-se aos autores portugueses que, do Minho ao Alentejo, também quiseram incluir-se nesta iniciativa.
O “touro” é um bom tema para congregar os artistas plásticos da Península Ibérica. Porque dos Pirenéus para cá, desde tempos imemoriais, foi alvo e instrumento de devoção, companheiro permanente do homem, nas suas angústias, nas suas necessidades e nos seus momentos lúdicos. E é presença constante na literatura e nas obras de arte dos dois países.
A Galeria Vieira Portuense orgulha-se de ter junto no seu espaço mais de meia centena de artistas, grandes no seu talento e na simpatia com que aceitaram expor, sem vaidades, as suas obras, independentemente do maior ou menor renome que lhes é tributado. É esta grandeza de alma que dá vida aos grandes empreendimentos, pelo que apostamos em novas iniciativas que voltem a juntar estas pessoas unidas pelo génio da sua arte, que as fronteiras políticas já não dividem.
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Largo dos Lóios,50, 4050-338 Porto
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OBRAS DE DELFINA MENDONÇA, PAULO MEDEIROS e MARIA DA GLÓRIA
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ÓSCAR ALMEIDA, JOAQUIM MANZANO
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KIM MOLINERO, ALBERTO D'ASSUMPÇÃO E LOPES DE SOUSA
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PEDRO BUENO SALTO
OBRAS DE JÚLIO CAPELA, PEDRO CHARNECA E J. VALCÁRCEL
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MARCELO LÉONARD
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JOÃO DE MELO da Galeria "SARAMY arte", CASSIO MELLO, CONSTÂNCIA NÉRY
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EM 1.º PLANO OBRAS DE PEDRO MORIILO, AO FUNDO DE PAULO MEDEIROS E MARIA DA GLÓRIA
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1 OBRA DE ANTÓNIO MARIA, 3 OBRAS DE PEDRO MORILLO
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ALBERTO D'ASSUMPÇÃO
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
O SANGUE DERRAMADO, Federico Garcia Lorca
Que não quero vê-lo!
Diz tu à lua que venha,
que não quero ver o sangue
de Ignacio sobre esta areia.
Que não quero vê-lo!
A lua de par em par,
cavalo de nuvens quietas,
e a praça gris do sonho
com salgueiros nas barreiras.
Que não quero vê-lo!
Que a lembrança se me queima.
Ide avisar os jasmins
Com sua alvura pequena!
Que não quero vê-lo!
A vaca do velho mundo
perpassava a triste língua
sobre um focinho de sangues
derramados sobre a areia,
e os touros de Guisando,
quase morte e quase pedra,
mugiram como dois séculos
fartos de pisar a terra.
Não.
Que não quero vê-lo!
Pelos degraus sobe Ignacio
com toda a sua morte às costas.
Buscava o amanhecer,
e o amanhecer não era.
Busca o seu perfil seguro,
e o sonho desorienta-o.
Buscava seu belo corpo
e encontrou seu sangue aberto.
Não me digais que eu o veja!
Não quero sentir o jorro
cada vez com menos força;
esse jorro que ilumina
lugares de praça e se entorna
na bombazina e no couro
da multidão tão sedenta.
Quem grita que eu me debruce?
Não me digais que eu o veja!
Não se fecharam seus olhos
quando viu os cornos perto;
as mães, contudo, terríveis
levantaram a cabeça.
E houve nas ganadarias
um ar de vozes secretas
gritando a touros celestes
maiorais de débil névoa.
Não houve em Sevilha príncipe
que comparar-se-lhe possa,
nem espada como a sua,
nem coração tão deveras.
Como um rio de leões,
maravilha era sua força,
e como um torso de mármore
sua medida prudência.
Um ar de Roma andaluza
Dourava a sua cabeça
Onde o seu riso era um nardo
De sal e de inteligência.
Grande toureiro na praça!
Que bom serrano na serra!
Que meigo com as espigas!
Que duro com as esporas!
Que terno com o orvalho!
Que deslumbrante na feira!
Que tremendo com o último
Par de bandarilhas de treva!
Porém, já dorme sem fim.
Já os musgos e a erva
abrem com dedos seguros
a flor da sua caveira.
Seu sangue já vem cantando:
cantando por prados e marismas,
resvalando em cornos quase gelo,
vacilando sem alma pela névoa,
tropeçando em milhares de cascos,
como uma longa, escura, triste língua,
para formar um charco de agonia
junto ao Guadalquivir das estrelas.
Oh branco muro de Espanha!
Oh negro touro de pena!
Oh sangue duro de Ignacio!
Oh rouxinol de suas veias!
Não.
Que não quero vê-lo!
Que não há cálice que o contenha,
que não há andorinhas que o bebam,
não há geada de luz que o arrefeça,
não há canto nem dilúvio de açucenas,
não há cristal que o cubra de prata.
Não.
Que não quero vê-lo!!
Diz tu à lua que venha,
que não quero ver o sangue
de Ignacio sobre esta areia.
Que não quero vê-lo!
A lua de par em par,
cavalo de nuvens quietas,
e a praça gris do sonho
com salgueiros nas barreiras.
Que não quero vê-lo!
Que a lembrança se me queima.
Ide avisar os jasmins
Com sua alvura pequena!
Que não quero vê-lo!
A vaca do velho mundo
perpassava a triste língua
sobre um focinho de sangues
derramados sobre a areia,
e os touros de Guisando,
quase morte e quase pedra,
mugiram como dois séculos
fartos de pisar a terra.
Não.
Que não quero vê-lo!
Pelos degraus sobe Ignacio
com toda a sua morte às costas.
Buscava o amanhecer,
e o amanhecer não era.
Busca o seu perfil seguro,
e o sonho desorienta-o.
Buscava seu belo corpo
e encontrou seu sangue aberto.
Não me digais que eu o veja!
Não quero sentir o jorro
cada vez com menos força;
esse jorro que ilumina
lugares de praça e se entorna
na bombazina e no couro
da multidão tão sedenta.
Quem grita que eu me debruce?
Não me digais que eu o veja!
Não se fecharam seus olhos
quando viu os cornos perto;
as mães, contudo, terríveis
levantaram a cabeça.
E houve nas ganadarias
um ar de vozes secretas
gritando a touros celestes
maiorais de débil névoa.
Não houve em Sevilha príncipe
que comparar-se-lhe possa,
nem espada como a sua,
nem coração tão deveras.
Como um rio de leões,
maravilha era sua força,
e como um torso de mármore
sua medida prudência.
Um ar de Roma andaluza
Dourava a sua cabeça
Onde o seu riso era um nardo
De sal e de inteligência.
Grande toureiro na praça!
Que bom serrano na serra!
Que meigo com as espigas!
Que duro com as esporas!
Que terno com o orvalho!
Que deslumbrante na feira!
Que tremendo com o último
Par de bandarilhas de treva!
Porém, já dorme sem fim.
Já os musgos e a erva
abrem com dedos seguros
a flor da sua caveira.
Seu sangue já vem cantando:
cantando por prados e marismas,
resvalando em cornos quase gelo,
vacilando sem alma pela névoa,
tropeçando em milhares de cascos,
como uma longa, escura, triste língua,
para formar um charco de agonia
junto ao Guadalquivir das estrelas.
Oh branco muro de Espanha!
Oh negro touro de pena!
Oh sangue duro de Ignacio!
Oh rouxinol de suas veias!
Não.
Que não quero vê-lo!
Que não há cálice que o contenha,
que não há andorinhas que o bebam,
não há geada de luz que o arrefeça,
não há canto nem dilúvio de açucenas,
não há cristal que o cubra de prata.
Não.
Que não quero vê-lo!!
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Federico Garcia Lorca,
O SANGUE DERRAMADO
A GALERIA VIEIRA PORTUENSE TEM O PRAZER DE CONVIDAR TODOS OS INTERESSADOS PARA A INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO DENOMINADA "AO REDOR DO TOURO" QUE SE REALIZARÁ NO LARGO DOS LÓIOS,50, DA CIDADE DO PORTO, PELAS 16 HORAS DO PRÓXIMO DIA 14 DE NOVEMBRO (SÁBADO)
PARTICIPAM 54 ARTISTAS PLÁSTICOS DO MINHO AO ALENTEJO E DA GALIZA À REGIÃO DE MADRID, E AINDA DE CESARE DA REGIÃO DE AVELLINO (ITÁLIA) COM OBRAS DE PINTURA, ESCULTURA, FOTOGRAFIA E GRAVURA
SERÁ SERVIDO UM PORTO DE HONRA
A COLHIDA E A MORTE, Federico Garcia Lorca
Às cinco horas da tarde.
Eram as cinco em ponto da tarde.Um menino trouxe um lençol branco
às cinco horas da tarde.
Uma ceira de cal já preparada
às cinco horas da tarde.
Tudo o mais era morte, apenas morte
às cinco horas da tarde.
O vento levou os algodões
às cinco horas da tarde.
E o óxido semeou cristal e níquel
às cinco horas da tarde.
Já lutam a pomba e o leopardo
às cinco horas da tarde.
E uma coxa com um chifre desolado
às cinco horas da tarde.
Começaram os acordes de bordão
às cinco horas da tarde.
Os sinos de arsénio e o fumo
às cinco horas da tarde.
Pelas esquinas grupos de silêncio
às cinco horas da tarde.
E o touro coração acima!
às cinco horas da tarde.
Quando o suor de neve foi chegando
às cinco horas da tarde,
quando a praça se cobriu de iodo
às cinco horas da tarde,
a morte pôs ovos na ferida
às cinco horas da tarde.
Às cinco horas da tarde.
Às cinco horas em ponto da tarde.
Um ataúde com rodas é a cama
às cinco horas da tarde.
Ossos e flautas soam em seus ouvidos
às cinco horas da tarde.
O touro já mugia por sua fronte
às cinco horas da tarde.
Irisava-o o quarto de agonia
às cinco horas da tarde.
A gangrena já vem lá ao longe
às cinco horas da tarde.
Trompa de lírio pelas verdes virilhas
às cinco horas da tarde.
As feridas queimavam como sóis
às cinco horas da tarde,
e a multidão quebrava as janelas
às cinco horas da tarde.
Às cinco horas da tarde.
Ai que terríveis cinco da tarde!
Eram as cinco em todos os relógios!
Eram as cinco em sombra da tarde!
JOSÉ A. CARDOSO
aguarela sobre papel
50x40
420
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490
Nasce em Lisboa em 1945. Arquitecto de formação, frequentou, até ao 3º ano, o curso de pintura da ESBAL.
Arquitecto, artista plástico, fotógrafo, publicitário e designer com especialização em design gráfico, realizou
variadíssimos projectos de arquitectura e design, ilustrações para livros, cartazes, exposições e brochuras
promocionais e institucionais, e desenhou vários sêlos para os CTT-Correios de Portugal, Unicef e Nações Unidas,tendo sido galardoado com diversos prémios e mensões honrosas nacional e internacionalmente.
Ao longo da sua vida profissional, trabalhou com várias figuras de destaque no panorama das Artes Plásticas e do design em Portugal, com especial relevo para Sebastião Rodrigues, Alberto Cardoso, Thomaz de Mello (Tom), António Sena da Silva, Daciano Costa, Gracinda Candeias e Manoel Lapa, entre outros.
Pinta e expõe regularmente desde 2004 e tem várias obras adquiridas para colecções particulares, Museus e ndações, em Portugal, Espanha, França, Reino Unido, Irlanda, Estados Unidos da América, Estónia e Rússia.
Percurso Profissional.
1973 / 1980
Integra a equipa de projecto e design da Exposição das Comemorações Henriquinas;
Director Criativo das Agências de Publicidade Penta, Cinevoz e Latina; Desenvolve, com
José Carlos Ary dos Santos, António Borges, Raúl Calado, Branca Protázio, Alexandre
O'Neil e Luís Sttau Monteiro diversas campanhas, algumas delas galardoadas com 1.ºs
Prémios e Mensões Honrosas nos Festivais Publicitários de Lisboa, Cannes, Veneza e Nova
Iorque (Woollmark, Óleos Girassol, Cervejas Sagres, Banco Pinto & Sotto-Mayor);
É convidado para conceber e dirigir a remodelação da Galeria D. Amélia, no Museu
Nacional dos Coches, em Lisboa.
1981 / 1983
Trabalha quase exclusivamente na equipa multidisciplinar de arquitectos, historiadores,
designers, fotógrafos e artistas plásticos que conceberam e executaram os diversos núcleos
da XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura.
Cria e projecta a Exposição Comemorativa dos 100 Anos do Telefone em Portugal, para os
CTT-Telecomunicações, na Fundação Gulbenkian.
1984 / 2000
Projecta a Exposição dos 50 Anos da COVINA e o Museu da TAP;
Cria e dirige a Exposição Itinerante dos 10 anos da EDP, em1988;
Projectou vários Pavilhões de Portugal para o Fundo de Fomento / ICEP, nas Feiras
internacionais de Hannover, Bolonha, Houston, San Diego, Paris, Dakar, Madrid e
Barcelona, sendo Portugal galardoado com os prémios de melhor representação nacional
em Hannover e Houston (EUA).
Concebe e dirige a Exposição dos 20 Anos da EDP, nos claustros do Mosteiro dos
Jerónimos, em 1998.
2001 / 2007
Cria e realiza a exposição dos 25 anos da EDP, na Central Tejo, em 2001.
É responsável pela edição gráfica de vários livros para a Fundação EDP/Museu de
Electricidade e outras edições de prestígio.
2009
Novembro/Dezembro - Exposição colectiva internacional na Cannery Arts Center Gallery, Ohio, USA.
Outubro – “The Art of Peace Exhibit”, exposição colectiva internacional, na Dayton Society of Painters and Sculptors, Dayton, Ohio, USA.
Julho/Agosto – Exposição Individual de Pintura e Desenho na Galeria Marcianus, Foz do Arelho, Caldas da Rainha.
Abril – Participação e Menção Honrosa na I Bienal de Pintura da Fundação Rotária Portuguesa, Museu da Água, Coimbra.
Fevereiro/Abril – Exposição temática Colectiva “A Minha Pátria é a Minha Língua” sobre Fernando Pessoa, com José Cardoso, Victor Belém, Ernani Cardoso, Silva Palmeira, Carlos Oliveira e Hernâni Cardoso, Galeria Há Arte no Giraldo, Évora.
Janeiro – Exposição Colectiva “Visão, 120 anos depois”, comemorativa do 120º Aniversário de Fernando Pessoa, Centro Cultural da Malaposta.
2008
Novembro – Participação na exposição internacional de pintura “Tallinn Winter Exhibition”, Talin, Estónia. Novembro – Exposição Colectiva Internacional de Pintura, Escultura e Fotografia no Equuspolis, com José Cardoso, Christian Gaillard, Beatrice Bulteau, Martine Bivort, Rui Fernandes, Cassio Mello e Tereza Trancas, Galeria João Pedro Veiga, Golegã, Feira Nacional do Cavalo.
Outubro – Exposição Individual no Espaço C. Santos/Mercedes Benz, Lisboa.
Outubro - Exposição individual de Pintura “Toiros e Cavalos” na Galeria Sta. Catarina, Salvaterra de Magos.
Agosto – Exposição Individual na Galeria Xénia, S. Martinho do Porto.
Junho/Julho - Exposição Colectiva “Quadríptico” de pintura e escultura, na Galeria Hibiscus, Lisboa, com José Cardoso, Artur Vicente, Tereza Oliveira, Mário Matos. Janeiro - Exposição Colectiva de Pintura - António Maria, José Cardoso e Luis Artur, Espaço C. Santos VP/Mercedes Benz - Alfragide.
Janeiro - Exposição Colectiva de Pintura e Escultura - José Cardoso e Rogério Martins. Espaço C. Santos VP/Mercedes Benz - Douro, Porto.
2007
Dezembro - Exposição Colectiva de Pintura - José Cardoso, Alba Simões, Damião Matos, Joaquim Canotilho, Luis Artur e Pedro Charters d'Azevedo, Espaço C. Santos VP/Mercedes Benz, Lisboa.
Novembro - Exposição de Pintura e Cerâmica - José Cardoso e Ana Sobral. Clube Tap Portugal, Lisboa.
Outubro – Galeria Hibiscus, Lisboa. Exposição Colectiva de Pintura, Fotografia, Escultura e Cerâmica, por ocasião da Inauguração do novo espaço da Galeria Hibiscus, com Barahona Possollo, Carlos Amado, Damião Matos, Gracinda Candeias, Joaquim Canotilho, Jorge Botelho Moniz, José Cardoso, José Escada, Lagoa Henriques, Luiz Guilherme Veiga, Machiana, Maria Lucia Veiga, Olga Sotto, Pedro
Charters d'Azevedo, Zé Pires, Manuel Cruz Prada, Maria Morais, Rogério Martins, Rui Abreu, Ana Sobral, Margarida Araújo, Zé Santos.
Outubro - Exposição Individual no Altis Park Hotel, Olaias, Lisboa.
Agosto – Exposição individual na Galeriado Cais, S. Martinho do Porto
Exposição Colectiva de Pintura com José Cardoso e João Faria Blanc no espaço Brilho & Centelha, Paço de Arcos.
Exposição Colectiva de Pintura e Desenho de José Cardoso e Israel Freitas na Galeria Zen, Lisboa.
Junho - Exposição Individual de Pintura e Desenho, no Auditório do Sindicato do Pessoal de Voo da Aviação Civil, Lisboa.
Maio - Exposição Colectiva de Pintura “Artistas TITAN”. Artistas: António Sacchetti, Diogo G. Stau Monteiro, Diogo Weinstein, Joaquim Canotilho, Jorge Aragão, Jorge Botelho Moniz, José A. Cardoso, Manuel Figueiredo, P. Charters d'Azevedo e Salvação Barreto.
Evento promocional para lançamento das Tintas para belas artes TITAN, em Lisboa.
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JOSÉ A. CARDOSO
terça-feira, 10 de novembro de 2009
POESIA AO REDOR DO TOURO, na Galeria Vieira Portuense, Sábado, 14 de Novembro, pelas 17, 15 horas
"Os poetas Jorge Vieira, Lourdes dos Anjos, Fernanda Cardoso, Leonor Reis, membros de entidades e movimentos que congregam a elite da poesia portuense, motivados pelo Movimento de Arte da Galeria Vieira Portuense "Ao Redor do Touro", criaram páginas maravilhosas envolvendo o Touro do seu ponto de vista em textos poéticos que serão declamados no ambiente que exibe obras de 53 artistas plásticos de Portugal, Espanha e outros paises"
Constância Néry
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CONSTÂNCIA NÉRY,
FERNANDA CARDOSO,
JORGE VIEIRA,
LEONOR REIS,
LOURDES DOS ANJOS,
POESIA
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
54 ARTISTAS PLÁSTICOS AO REDOR DO TOURO
ADELAIDE MOÇA (PORTO), ALBERTO D'ASSUMPÇÃO (GUIMARÃES), ANGELES JORRETO VEIGA (OURENSE), ANÍBAL ALCINO (VIANA DO CASTELO), ANTÓNIO AGANTE (COIMBRA), ANTÓNIO MARIA (TORRES VEDRAS), BRUNO SANTOS (VILA NOVA DE GAIA), CARLOS GODINHO (ESTREMOZ), CÁSSIO MELLO (BRASIL), CONSTÂNCIA NÉRY (BRASIL), DAVID GONZÁLEZ (MADRID), DELFINA MENDONÇA (LISBOA), FEDERICO EGUIA (PUEBLA DE LA SIERRA-MADRID), FRANCISCO CHARNECA (ÉVORA), FRANCISCO GARCIA REY (FERROL), NUNES AMARAL (LISBOA), GABRIELUX (PEDREZUELA-MADRID), GALIA BLANCO (VIGO), GRIÑON (PEDREZUELA-MADRID), IRENE PISSARRO (LISBOA), J.VALCÁRCEL (OURENSE), JOAQUIM MANZANO (ARÉVALO-MADRID), JOSÉ CARDOSO (LISBOA), JOSÉ GONZÁLEZ COLLADO (FERROL), JOSÉ LUIZ BUSTO (CORUNHA), JÚLIO CAPELA (CAMINHA), LOPES DE SOUSA (AVEIRO), LUIS BERRUTTI (VALDEMANCO-MADRID), LUIS SOARES (CASCAIS), KIM MOLINERO (LISBOA), MARCELO LÉONARD (CORUNHA), MARCIAL ORTIZ (CORUNHA), MARIA DA GLÓRIA (S. JOÃO DA MADEIRA), CARMEN SANTAYA (MADRID), MARIA TAREIXA BARROS (CORUNHA), MARIA TERESA BRAZ (LISBOA), MARINA COCOS (PONTEVEDRA), MIGUEL ZELADA (CORUNHA) ÓSCAR ALMEIDA (COIMBRA), PAULO MEDEIROS (VISEU), PEDRO BUENO SALTO (CORUNHA), PEDRO CHARNECA (LISBOA), PEDRO CHARTERS D'AZEVEDO (LISBOA), PEDRO MORILLO (MADRID), PORFÍRIO PIRES (LISBOA), RAFAEL NADALES (FERROL), REBECA CARPIZO (MADRID), ROSAURA SERRANO SIERRA (MADRID), RUI COELHO SANTOS (PORTO), SARA GARROTE (CHUCA) (CORUNHA), SILVIO DE CESARE (AVELLINO-ITALIA), TEODORO BÜEST (BRASIL), XESCO (LONDRES) E YOLANDA CARBAJALES (OURENSE)
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54 ARTISTAS PLÁSTICOS AO REDOR DO TOURO
domingo, 1 de novembro de 2009
LLANTO POR IGNACIO SÁNCHEZ MEJÍAS, Federico Garcia Lorca
Ignacio Sánchez Mejías (n. Sevilla, 6 de junio de 1891 - m. Madrid, 13 de agosto de 1934) fue un célebre torero español. Su figura trascendió con mucho el ámbito taurino, ya que fue también escritor y miembro destacado de la Generación del 27, lo que le convirtió en uno de los personajes de la cultura más populares de la España de antes de la guerra civil española.
Cuñado del mítico torero Joselito "El Gallo", en su cuadrilla se formó como torero y fue quien le dio la alternativa en 1919, con Belmonte como testigo. Cuando Sánchez Mejías murió, como consecuencia de una cornada en la plaza de Manzanares, su figura fue ensalzada por Miguel Hernández, Rafael Alberti –que hizo el paseíllo en su cuadrilla– y otros grandes poetas, incluido García Lorca, cuyo «Llanto por la muerte de Ignacio Sánchez Mejías» es para muchos la mejor elegía en español desde las Coplas de Jorge Manrique.
in:Wikipedia
Cuñado del mítico torero Joselito "El Gallo", en su cuadrilla se formó como torero y fue quien le dio la alternativa en 1919, con Belmonte como testigo. Cuando Sánchez Mejías murió, como consecuencia de una cornada en la plaza de Manzanares, su figura fue ensalzada por Miguel Hernández, Rafael Alberti –que hizo el paseíllo en su cuadrilla– y otros grandes poetas, incluido García Lorca, cuyo «Llanto por la muerte de Ignacio Sánchez Mejías» es para muchos la mejor elegía en español desde las Coplas de Jorge Manrique.
in:Wikipedia
LLANTO POR IGNACIO SÁNCHEZ MEJÍAS, Federico Garcia Lorca
1
La cogida y la muerte
A las cinco de la tarde.
Eran las cinco en punto de la tarde.
Un niño trajo la blanca sábana
a las cinco de la tarde.
Una espuerta de cal ya prevenida
a las cinco de la tarde.
Lo demás era muerte y sólo muerte
a las cinco de la tarde.
El viento se llevó los algodones
a las cinco de la tarde.
Y el óxido sembró cristal y níquel
a las cinco de la tarde.
Ya luchan la paloma y el leopardo
a las cinco de la tarde.
Y un muslo con un asta desolada
a las cinco de la tarde.
Comenzaron los sones de bordón
a las cinco de la tarde.
Las campanas de arsénico y el humo
a las cinco de la tarde.
En las esquinas grupos de silencio
a las cinco de la tarde.
¡Y el toro solo corazón arriba!
a las cinco de la tarde.
Cuando el sudor de nieve fue llegando
a las cinco de la tarde,
cuando la plaza se cubrió de yodo
a las cinco de la tarde,
la muerte puso huevos en la herida
a las cinco de la tarde.
A las cinco de la tarde.
A las cinco en punto de la tarde.
Un ataúd con ruedas es la cama
a las cinco de la tarde.
Huesos y flautas suenan en su oído
a las cinco de la tarde.
El toro ya mugía por su frente
a las cinco de la tarde.
El cuarto se irisaba de agonía
a las cinco de la tarde.
A lo lejos ya viene la gangrena
a las cinco de la tarde.
Trompa de lirio por las verdes ingles
a las cinco de la tarde.
Las heridas quemaban como soles
a las cinco de la tarde,
y el gentío rompía las ventanas
a las cinco de la tarde.
A las cinco de la tarde.
¡Ay qué terribles cinco de la tarde!
¡Eran las cinco en todos los relojes!
¡Eran las cinco en sombra de la tarde!
2
La sangre derramada
¡Que no quiero verla!
Dile a la luna que venga,
que no quiero ver la sangre
de Ignacio sobre la arena.
¡Que no quiero verla!
La luna de par en par,
caballo de nubes quietas,
y la plaza gris del sueño
con sauces en las barreras.
¡Que no quiero verla!
Que mi recuerdo se quema.
¡Avisad a los jazmines
con su blancura pequeña!
¡Que no quiero verla!
La vaca del viejo mundo
pasaba su triste lengua
sobre un hocico de sangres
derramadas en la arena,
y los toros de Guisando,
casi muerte y casi piedra,
mugieron como dos siglos,
hartos de pisar la tierra.
No.
¡Que no quiero verla!
Por las gradas sube Ignacio
con toda su muerte a cuestas.
Buscaba el amanecer,
y el amanecer no era.
Busca su perfil seguro,
y el sueño lo desorienta.
Buscaba su hermoso cuerpo
y encontrò su sangre abierta.
¡No me digáis que la vea!
No quiero sentir el chorro
cada vez con menos fuerza;
ese chorro que ilumina
los tendidos y se vuelca
sobre la pana y el cuero
de muchedumbre sedienta.
¿Quién me grita que me asome?
¡No me digáis que la vea!
No se cerraron sus ojos
cuando vio los cuernos cerca,
pero las madres terribles
levantaron la cabeza.
Y a través de las ganaderías
hubo un aire de voces secretas,
que gritaban a toros celestes
mayorales de pálida niebla.
No hubo príncipe en Sevilla
que comparársele pueda,
ni espada como su espada
ni corazón tan de veras.
Como un río de leones
su maravillosa fuerza,
y como un torso de mármol
su dibujada prudencia.
Aire de Roma andaluza
le doraba la cabeza
donde su risa era un nardo
de sal y de inteligencia.
¡Qué gran torero en la plaza!
¡Qué buen serrano en la sierra!
¡Qué blando con las espigas!
¡Qué duro con las espuelas!
¡Qué tierno con el rocío!
¡Qué deslumbrante en la feria
¡Qué tremendo con las últimas
banderillas de tiniebla!
Pero ya duerme sin fin.
Ya los musgos y la hierba
abren con dedos seguros
la flor de su calavera.
Y su sangre ya viene cantando:
cantando por marismas y praderas,
resbalando por cuernos ateridos,
vacilando sin alma por la niebla,
tropezando con miles de pezuñas
como una larga, oscura, triste lengua,
para formar un charco de agonía
junto al Guadalquivir de las estrellas.
¡Oh blanco muro de España!
¡Oh negro toro de pena!
¡Oh sangre dura de Ignacio!
¡Oh ruiseñor de sus venas!
No.
¡Que no quiero verla!
Que no hay cáliz que la contenga,
que no hay golondrinas que se la beban,
no hay escarcha de luz que la enfríe,
no hay canto ni diluvio de azucenas,
no hay cristal que la cubra de plata.
No.
¡¡Yo no quiero verla!!
3
Cuerpo presente
La piedra es una frente donde los sueños gimen
sin tener agua curva ni cipreses helados.
La piedra es una espalda para llevar al tiempo
con árboles de lágrimas y cintas y planetas.
Yo he visto lluvias grises correr hacia las olas
levantando sus tiernos brazos acribillados,
para no ser cazadas por la piedra tendida
que desata sus miembros sin empapar la sangre.
Porque la piedra coge simientes y nublados,
esqueletos de alondras y lobos de penumbra;
pero no da sonidos, ni cristales, ni fuego,
sino plazas y plazas y otra plaza sin muros.
Ya está sobre la piedra Ignacio el bien nacido.
Ya se acabó; ¿qué pasa? Contemplad su figura:
la muerte le ha cubierto de pálidos azufres
y le ha puesto cabeza de oscuro minotauro.
Ya se acabó. La lluvia penetra por su boca.
El aire como loco deja su pecho hundido,
y el Amor, empapado con lágrimas de nieve,
se calienta en la cumbre de las ganaderías.
¿Qué dicen? Un silencio con hedores reposa.
Estamos con un cuerpo presente que se esfuma,
con una forma clara que tuvo ruiseñores
y la vemos llenarse de agujeros sin fondo.
¿Quién arruga el sudario? ¡No es verdad lo que dice!
Aquí no canta nadie, ni llora en el rincón,
ni pica las espuelas, ni espanta la serpiente:
aquí no quiero más que los ojos redondos
para ver ese cuerpo sin posible descanso.
Yo quiero ver aquí los hombres de voz dura.
Los que doman caballos y dominan los ríos:
los hombres que les suena el esqueleto y cantan
con una boca llena de sol y pedernales.
Aquí quiero yo verlos: Delante de la piedra.
Delante de este cuerpo con las riendas quebradas.
Yo quiero que me enseñen dónde está la salida
Para este capitán atado por la muerte.
Yo quiero que me enseñen un llanto como un río
que tenga dulces nieblas y profundas orillas,
para llevar el cuerpo de Ignacio y que se pierda
sin escuchar el doble resuello de los toros.
Que se pierda en la plaza redonda de la luna
que finge cuando niña doliente res inmóvil;
que se pierda en la noche sin canto de los peces
y en la maleza blanca del humo congelado.
No quiero que le tapen la cara con pañuelos
para que se acostumbre con la muerte que lleva.
Vete, Ignacio: No sientas el caliente bramido.
Duerme, vuela, reposa: ¡También se muere el mar!
4
Alma ausente
No te conoce el toro ni la higuera,
ni caballos ni hormias de tu casa.
No te conoce el niño ni la tarde
porque te has muerto para siempre.
No te conoce el lomo de la piedra,
ni el raso negro donde te destrozas.
No te conoce tu recuerdo mudo
porque te has muerto para siempre.
El Otoño vendrá con caracolas,
uva de niebla y montes agrupados,
pero nadie querrá mirar tus ojos
porque te has muerto para siempre.
Porque te has muerto para siempre,
como todos los muertos de la Tierra,
como todos los muertos que se olvidan
en un montón de perros apagados.
No te conoce nadie. No. Pero yo te canto.
Yo canto para luego tu perfil y tu gracia.
La madurez insigne de tu conocimiento.
Tu apetencia de muerte y el gusto de su boca.
La tristeza que tuvo tu valiente alegría.
Tardará mucho tiempo en nacer, si es que nace,
un andaluz tan claro, tan rico de aventura.
Yo canto su elegancia con palabras que gimen
y recuerdo una brisa triste por los olivos.
1
La cogida y la muerte
A las cinco de la tarde.
Eran las cinco en punto de la tarde.
Un niño trajo la blanca sábana
a las cinco de la tarde.
Una espuerta de cal ya prevenida
a las cinco de la tarde.
Lo demás era muerte y sólo muerte
a las cinco de la tarde.
El viento se llevó los algodones
a las cinco de la tarde.
Y el óxido sembró cristal y níquel
a las cinco de la tarde.
Ya luchan la paloma y el leopardo
a las cinco de la tarde.
Y un muslo con un asta desolada
a las cinco de la tarde.
Comenzaron los sones de bordón
a las cinco de la tarde.
Las campanas de arsénico y el humo
a las cinco de la tarde.
En las esquinas grupos de silencio
a las cinco de la tarde.
¡Y el toro solo corazón arriba!
a las cinco de la tarde.
Cuando el sudor de nieve fue llegando
a las cinco de la tarde,
cuando la plaza se cubrió de yodo
a las cinco de la tarde,
la muerte puso huevos en la herida
a las cinco de la tarde.
A las cinco de la tarde.
A las cinco en punto de la tarde.
Un ataúd con ruedas es la cama
a las cinco de la tarde.
Huesos y flautas suenan en su oído
a las cinco de la tarde.
El toro ya mugía por su frente
a las cinco de la tarde.
El cuarto se irisaba de agonía
a las cinco de la tarde.
A lo lejos ya viene la gangrena
a las cinco de la tarde.
Trompa de lirio por las verdes ingles
a las cinco de la tarde.
Las heridas quemaban como soles
a las cinco de la tarde,
y el gentío rompía las ventanas
a las cinco de la tarde.
A las cinco de la tarde.
¡Ay qué terribles cinco de la tarde!
¡Eran las cinco en todos los relojes!
¡Eran las cinco en sombra de la tarde!
2
La sangre derramada
¡Que no quiero verla!
Dile a la luna que venga,
que no quiero ver la sangre
de Ignacio sobre la arena.
¡Que no quiero verla!
La luna de par en par,
caballo de nubes quietas,
y la plaza gris del sueño
con sauces en las barreras.
¡Que no quiero verla!
Que mi recuerdo se quema.
¡Avisad a los jazmines
con su blancura pequeña!
¡Que no quiero verla!
La vaca del viejo mundo
pasaba su triste lengua
sobre un hocico de sangres
derramadas en la arena,
y los toros de Guisando,
casi muerte y casi piedra,
mugieron como dos siglos,
hartos de pisar la tierra.
No.
¡Que no quiero verla!
Por las gradas sube Ignacio
con toda su muerte a cuestas.
Buscaba el amanecer,
y el amanecer no era.
Busca su perfil seguro,
y el sueño lo desorienta.
Buscaba su hermoso cuerpo
y encontrò su sangre abierta.
¡No me digáis que la vea!
No quiero sentir el chorro
cada vez con menos fuerza;
ese chorro que ilumina
los tendidos y se vuelca
sobre la pana y el cuero
de muchedumbre sedienta.
¿Quién me grita que me asome?
¡No me digáis que la vea!
No se cerraron sus ojos
cuando vio los cuernos cerca,
pero las madres terribles
levantaron la cabeza.
Y a través de las ganaderías
hubo un aire de voces secretas,
que gritaban a toros celestes
mayorales de pálida niebla.
No hubo príncipe en Sevilla
que comparársele pueda,
ni espada como su espada
ni corazón tan de veras.
Como un río de leones
su maravillosa fuerza,
y como un torso de mármol
su dibujada prudencia.
Aire de Roma andaluza
le doraba la cabeza
donde su risa era un nardo
de sal y de inteligencia.
¡Qué gran torero en la plaza!
¡Qué buen serrano en la sierra!
¡Qué blando con las espigas!
¡Qué duro con las espuelas!
¡Qué tierno con el rocío!
¡Qué deslumbrante en la feria
¡Qué tremendo con las últimas
banderillas de tiniebla!
Pero ya duerme sin fin.
Ya los musgos y la hierba
abren con dedos seguros
la flor de su calavera.
Y su sangre ya viene cantando:
cantando por marismas y praderas,
resbalando por cuernos ateridos,
vacilando sin alma por la niebla,
tropezando con miles de pezuñas
como una larga, oscura, triste lengua,
para formar un charco de agonía
junto al Guadalquivir de las estrellas.
¡Oh blanco muro de España!
¡Oh negro toro de pena!
¡Oh sangre dura de Ignacio!
¡Oh ruiseñor de sus venas!
No.
¡Que no quiero verla!
Que no hay cáliz que la contenga,
que no hay golondrinas que se la beban,
no hay escarcha de luz que la enfríe,
no hay canto ni diluvio de azucenas,
no hay cristal que la cubra de plata.
No.
¡¡Yo no quiero verla!!
3
Cuerpo presente
La piedra es una frente donde los sueños gimen
sin tener agua curva ni cipreses helados.
La piedra es una espalda para llevar al tiempo
con árboles de lágrimas y cintas y planetas.
Yo he visto lluvias grises correr hacia las olas
levantando sus tiernos brazos acribillados,
para no ser cazadas por la piedra tendida
que desata sus miembros sin empapar la sangre.
Porque la piedra coge simientes y nublados,
esqueletos de alondras y lobos de penumbra;
pero no da sonidos, ni cristales, ni fuego,
sino plazas y plazas y otra plaza sin muros.
Ya está sobre la piedra Ignacio el bien nacido.
Ya se acabó; ¿qué pasa? Contemplad su figura:
la muerte le ha cubierto de pálidos azufres
y le ha puesto cabeza de oscuro minotauro.
Ya se acabó. La lluvia penetra por su boca.
El aire como loco deja su pecho hundido,
y el Amor, empapado con lágrimas de nieve,
se calienta en la cumbre de las ganaderías.
¿Qué dicen? Un silencio con hedores reposa.
Estamos con un cuerpo presente que se esfuma,
con una forma clara que tuvo ruiseñores
y la vemos llenarse de agujeros sin fondo.
¿Quién arruga el sudario? ¡No es verdad lo que dice!
Aquí no canta nadie, ni llora en el rincón,
ni pica las espuelas, ni espanta la serpiente:
aquí no quiero más que los ojos redondos
para ver ese cuerpo sin posible descanso.
Yo quiero ver aquí los hombres de voz dura.
Los que doman caballos y dominan los ríos:
los hombres que les suena el esqueleto y cantan
con una boca llena de sol y pedernales.
Aquí quiero yo verlos: Delante de la piedra.
Delante de este cuerpo con las riendas quebradas.
Yo quiero que me enseñen dónde está la salida
Para este capitán atado por la muerte.
Yo quiero que me enseñen un llanto como un río
que tenga dulces nieblas y profundas orillas,
para llevar el cuerpo de Ignacio y que se pierda
sin escuchar el doble resuello de los toros.
Que se pierda en la plaza redonda de la luna
que finge cuando niña doliente res inmóvil;
que se pierda en la noche sin canto de los peces
y en la maleza blanca del humo congelado.
No quiero que le tapen la cara con pañuelos
para que se acostumbre con la muerte que lleva.
Vete, Ignacio: No sientas el caliente bramido.
Duerme, vuela, reposa: ¡También se muere el mar!
4
Alma ausente
No te conoce el toro ni la higuera,
ni caballos ni hormias de tu casa.
No te conoce el niño ni la tarde
porque te has muerto para siempre.
No te conoce el lomo de la piedra,
ni el raso negro donde te destrozas.
No te conoce tu recuerdo mudo
porque te has muerto para siempre.
El Otoño vendrá con caracolas,
uva de niebla y montes agrupados,
pero nadie querrá mirar tus ojos
porque te has muerto para siempre.
Porque te has muerto para siempre,
como todos los muertos de la Tierra,
como todos los muertos que se olvidan
en un montón de perros apagados.
No te conoce nadie. No. Pero yo te canto.
Yo canto para luego tu perfil y tu gracia.
La madurez insigne de tu conocimiento.
Tu apetencia de muerte y el gusto de su boca.
La tristeza que tuvo tu valiente alegría.
Tardará mucho tiempo en nacer, si es que nace,
un andaluz tan claro, tan rico de aventura.
Yo canto su elegancia con palabras que gimen
y recuerdo una brisa triste por los olivos.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Etiquetas:
AO REDOR DO TOURO,
EL TORO,
GALERIA VIEIRA PORTUENSE,
TOURO
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EL TORO,
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TOURO
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
ARTISTAS PARTICIPANTES
ADELAIDE MOÇA Para além do mais que eleito tema da cidade, são variados os outros temas por onde a pintora deixa correr a sua imaginação que, sempre com cores alegres, desprendidas dos códigos escolares, transporta para a tela, desde a figura humana até às naturezas-mortas, passando pela aventura da abstracção.
ALBERTO D'ASSUMPÇÃO Filho do pintor Manuel D’Assumpção, nasceu em Lisboa em 1956 e reside actualmente em Guimarães.Expõe regularmente, individual e colectivamente, desde 1989, dedicando-se em exclusivo à pintura em 1990. É membro da Sociedade Portuguesa de Autores e da Associação Portuguesa de Artistas, do International Illustrated Letter Writing Society, do grupo “Artists For Peace” e do “Archetypal Expressionism”
ANGELES JORRETO VEIGA nació y estudio en Ourense donde vivió hasta 1965. Ya durante este periodo, su inclinación artística marcaría sus preferencias formativas, siguiendo modelos de familiares relacionados con la pintura, escultura y arquitectura
ANÍBAL ALCINO Nasceu em 1926, em Vila da Feira.Diplomou-se na ESBAP (Curso Superior de Pintura).Foi bolseiro da Fundação Gulbenkian.Expôs na Galeria Alvarez, do Porto, na Galeria Divulgação, e na Galeria de Março, de Lisboa.
ANTÓNIO AGANTE O seu trabalho assenta no domínio pictórico, no qual explora as técnicas de óleo e acrílico, que reside no âmbito da pintura figurativa, com tendência para uma abstracção tão interna, que é quase mística.
ANTÓNIO MARIA Pintar e desenhar é para mim aquilo a que chamo de libertação do pequeno e do grande.
BRUNO SANTOS Iniciou em 1990 o curso de Design de Comunicação na então Escola Superior de Belas Artes do Porto. Concluiu de forma heróica a licenciatura no ano de 2009, já a antiga Escola passara a Faculdade
CARLOS GODINHO Nascido em S. Lourenço de Mamporcão (Estremoz). Licenciado em Ensino na variante de Educação Visual, pela Escola Superior de Educação de Portalegre (E.S.E.P.), frequentou a Faculdade de Belas-Artes de Lisboa
CASSIO MELLO "...passando a dedicar-se, então, à pintura de animais, tema que o consagrou como o mais importante artista da América do Sul"
CONSTÂNCIA NERY Então essa mulher pegou o pincel como quem arremata a batuta de um maestro. E aquelas visões que a nós pareciam a extrema confusão de idas e vindas, de gestos e posturas, de olhares e de meneios, passaram a ser flagrantes do que a vida esconde de quem não possui extremada visão.
DAVID GONZÁLEZ Título de Bachillerato Artístico. Escuela de Artes Aplicadas y Oficios Artísticos nº1, “La Palma”, Madrid. Título de Grado Superior en la Especialidad de Talleres Básicos. Escuela de Artes Aplicadas y Oficios Artísticos nº1, “La Palma”, Madrid. Facultad de Bellas Artes de Madrid
DELFINA MENDONÇA Delfina Mendonça é o nome com que, na pintura, se assina Maria Delfina Pimenta de Castro Soares Mendonça Fonseca Ramos. Nasceu a 15 de Agosto de 1947 na cidade de Braga.Durante cerca de três décadas foi técnica do Ministério da Educação, tendo-se afirmado nos últimos cinco anos como pintora autodidacta
FEDERICO EGUIA 1º Premio de 5ª Bienal de Artes Plasticas “Rafael Alberola”. En la modalidad de pintura. - 1º Premio de Escultura Contemporánea de 6º Salo Internacional d'artes Plástique ACEA. - 2º Premio del XXXIV, Salon Int. Du Val d-Or. - 2º Premio ART HOWARD. Ferrara, (Italia) - 2º Premio de Triennale del Minicuadro. Galleria de arte Moderno ALBA Ferrara (Italia) - 2º Premio de Escultura conceptual del 4º Saló Internacional d'Artes Plástique, ACEA. (Barcelona) - Premio de Cámara de Comercio de Ferra (Italia)
FRANCISCO CHARNECA "Homo sum: nihil humani a me alienum puto" («Sou homem: nada do que é humano me é alheio.» ) Terêncio, Publius Terentius Afer (cerca de 170 a.C. - 160 a.C)
FRANCISCO GARCIA REY 2009Exposición "PONTES LUSOGALAICAS" CLUBE FENIANOS PORTUENSES ( Oporto )Exposición "CARROUSEL DU LOUVRE" El Louvre ( París )Exposición "6ALEGOS" Real Coro Toxos e Froles ( Ferrol )2008Exposición "OLHARES DA TERRA" Galería Vieira Portuense (Oporto)Exposición colectiva "EXPO NADAL"(ARGA)SantiagoExposición “1ª RUTA DE L’ART” (CASTELLÓ D'EMPÚRIES)"ARTERIA 2008" Monzón(Huesca)
FRANCISCO NUNES AMARAL nascido em Angola a 15, Julho de 1966. Curso de Pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes (1996/99).Curso de "Temas de Estética e Teorias de Arte Contemporânea" (1998).Trabalhou em Atelier, com o Pintor Vieira Baptista (2003/04).
GABRIELUX Presentación en concursos de fotografía, seleccionándolas para exposiciones en la casa de cultura y el Hotel La Parada del Rey de Miraflores de la Sierra, la casa de cultura de San Agustín del Guadalix y en el Café del Arte y la Comedia de Pedrezuela
GALIA BLANCO Licenciada en Periodismo, ha publicado numerosas críticas de arte en el Diario El Mundo Galicia, El Mundo del Siglo XXI, y en la revista Galicia, entre otras y fue directora de Comunicación de la Fundación Eugenio Granell.
GRIÑON Presentación en concursos de fotografía, seleccionándolas para exposiciones en la casa de cultura y el Hotel La Parada del Rey de Miraflores de la Sierra, la casa de cultura de San Agustín del Guadalix y en el Café del Arte y la Comedia de Pedrezuela
IRENE PISSARRO nasceu em Lisboa em Novembro de 1957· Estudou Pintura e Artes do Fogo na Escola de Artes Decorativas António Arroio· Continuou os seus estudos de Pintura na Faculdade de Belas Artes de Lisboa· Estudou Design e Tecnologia para a Cerâmica na Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha
J.VALCÁRCEL 1975*Exposición colectiva “Estudi dárt” (Valencia)1976*Exposición colectiva “Estudi dàrt” (Valencia)1977*Exposición individual en Benimamet (Valencia)1978*Exposición individual en Alboraia (Valencia)
JOAQUIM MANZANO CARRERO Ha vivido algunos años en Londres donde asistió a cursos en: Camberwell School of Arts, Chelsea School of Arts, Royal Academy of Arts y Morley College.Regresa a España en 1986 y se establece en su pueblo natal donde desarrolla su trabajo artístico, principalmente en el terreno de la escultura
JOSÉ CARDOSO «...não vale a pena enaltecer outra Arte para além da Vida; nem é por se ser hermético que se consegue tirar do suor mais arte...»
JOSÉ GONZÁLEZ COLLADO Depois de realizar a instrução, consegue através do escritor Camilo José Cela - que havia conhecido nas tertúlias da capital - que o enviem de novo para Madrid. Viaja pelo norte de Africa, Marrocos e Argélia, onde pinta novos temas e experimenta outras cores. Em 1957 viaja para Paris onde frequenta abundantemente museus e pintores
JOSÉ LUIS BUSTO José L. Busto nace en Ponteceso A Coruña en 1939, emigra a Uruguay a la edad de diez años, en 1958-70 realiza estudios en Bellas Artes - Artes Aplicadas, posteriormente se vincula a distintos talleres. En 1979 realiza sus primeras exposiciones a nivel profesional.
JÚLIO CAPELA Porto, 2/7/1945. Lic. Pintura – Fac. Belas Artes Porto, 1970
LOPES DE SOUSA Lopes de Sousa é autor de uma rica paleta de cores,de sons e de formas;de uma paleta de afectos,de memórias e de sonhos
LUIS BERRUTTI Inicia estudios en la Escuela de Bellas Artes de Montevideo (Uruguay).1959-65: Continua estudios con los maestros (Vicente Martín, Edgardo Riveiro y el escultor Yepes), formados en la “Escuela del Sur”, fundada por Torres García.1968: Se titula como profesor de Artes Plásticas en Enseñanza Media.1970-71: Beca de estudios de arte en París.1973: Seleccionado en el Premio Internacional de Dibujo de la Fundación Joan Miró
LUIS SOARES Ao longo destes anos, participou em mais de quinhentas e cinquenta exposições colectivas em todo o mundo
KIM MOLINERO " L'artista portoghese KIM MOLINERO può essere definito un astrattista lirico, per la sua evidente fede nella capacità del colore puro, prima ancora che della forma, di comunicare emozioni e sentimenti." Stefano Iatosti
MARCELO LÉONARD NacE en Ferrol (A Coruña) en 1953.Diplomado en Ciencias Náuticas. De formación autodidacta se he convierto en fotógrafo profesional en 1986enfocando la mayor parte de su trabajo al área científica
MARCIAL ORTIZ Nasceu na Corunha.Aos treze anos ingressou na Escola De Artes e Ofícios dessa cidade para cursar Belas-artes.Foi discípulo de Luis Quintas Goyanes.A primeira vez que mostrou uma obra em público de forma individual, foi aos quinze anos na taverna em que estava sediado o Círculo Taurino Corunhês.
MARIA DA GLÓRIA Membro da ARVORE Cooperativa de actividades Artísticas C.R.L.Membro da ANAP- Associação Nacional dos Artistas Plásticos.Membro da Associação "Teia dos sentidos" S.J.M.Membro fundador, e actual presidente da Associação de Artes "Palcos cruzados"
MARIA DEL CARMEN CASTRO SANTAYA "Arte bello es aquel en el que la mano, la cabeza y el corazón marchan juntos" (Ruskin).
MARIA TAREIXA BARRÓS Clases de dibujo y pintura impartidas por dos importantes pintores de la ciudad de A Coruña. Durante varios años acudió al estudio del pintor Marcial J. Ortíz con el que perfeccionó la pintura del natural.
MARIA TEREZA BRAZ Os meus trabalhos, sempre com o mote:“em cada obra seus Sentimentos”
MARINA COCOS Pinta ó óleo e na acutalidade desenrola un estudio sobre "Mulleres influentes na Historia e na Mitoloxía como tema recorrente na Pintura'
MIGUEL ZELADA Empezou a expoñer en 1976, na Coruña, e logo estendeu as súas mostras ás diferentes cidades de Galicia, a Asturias e León.
ÓSCAR ALMEIDA No seu percurso académico passa pela Escola de Artes Decorativas António Arroio em Lisboa, onde em 1969, concluíu o curso de Pintura Decorativa e a Secção Preparatória às Belas Artes
PAULO MEDEIROS Moçambique - 1965 - Vive em Viseu. Licenciatura em Educação Visual. Expõe individualmente pela primeira vez em 1988. Desde aí tem participado em inúmeras exposições individuais e colectivas. Do seu currículo constam ainda diversos prémios.
PEDRO BUENO SALTO Nace en A Coruña el 29 de Noviembre de 1.952. De formación autodidacta sus primeras exposiciones datan de 1.978. De 1.981 a 1.982 expone frecuentemente de manera colectiva, siendo la más importante la que realiza en el. 7º salón del arte celta en Lorraine (Bretaña, Francia).En 1.984 junto con otros artistas, de los que podemos destacar a Gancedo, José Luis Vasconcellos, Ramón Manzano, Nito D`avila, Xoxé Cobas, etc. funda el grupo “Desnivel”
PEDRO CHARNECA Nas cenas do quotidiano, Pedro Charneca revela uma atitude intimista das figuras que representa, configurando-lhes mais do que a forma e a cor - dando-lhes também alma e sentimentos
PEDRO CHARTERS D'AZEVEDO no processo criativo “o que domina é sobretudo a escolha da forma que evite não só a banalidade como os erros de estilo”
PEDRO SALLIDO MORILLO Nace en Pedro Muñoz (Ciudad Real), el año 1.947.Pintor y escultor, que bajo la firma o nombre artístico reducido a sus apellidos, S. Morillo, inicia los primeros estudios pictóricos en su localidad natal, pronto se traslada a Madrid, donde además de perfeccionarse, va adquiriendo una técnica creativa propia
PORFÍRIO PIRES nasceu em Montalegre em 1944.Terminou a licenciatura em 1973 em Paris (CESAIPE). É encarregue das cadeiras de desenho no Atelier André Michel em Paris na primeira metade da década de 70.Ensina projecto e desenho na Fundação Ricardo Espírito Santo Silva, em Lisboa na década de 80.
RAFAEL NADALES Viajes de estudios y culturalesA los principales museos y galerias de Brasil, Alemania, Holanda. Colombia. Reino Unido, Suiza, Francia, Portugal, Túnez, etc..
REBECA T. GÓMEZ CARPIZO Licenciada en Bellas Artes por la Universidad Complutense de Madrid, en la especialidad de Diseño
ROSAURA SERRANO SIERRA Su vocación por la fotografía, despierta en la madurez. Durante los últimos años ha participado con su obra en diversos concursos certámenes y encuentros artísticos, por toda la geografía española.
RUI COELHO SANTOS 2009 – Guarany (Café-Restaurante) na Av. dos Aliados, Porto,
2008 – Clube Literário do Porto (16 de Maio a 31 de Maio)
SARA GARROTE (CHUCA) Un pincel al servicio de lo natural que supone la propia expresión plasmada del entorno puro, del contexto en su forma contundente aunque siempre dentro de cierto positivismo que agrada al espectador y lo hace trasladarse a vivencias o instantes solo prevalecientes por la autora, simplemente constatados por un momento en el tránsito de Sara Garrote (ARROYO CEBALLOS)
SILVIO DE CESARE A pintura figurativa de Sílvio De Cesare assenta a sua apurada integridade estética na refinada técnica que se manifesta através da tridimensionalidade da obra.
TEODORO BÜEST Nasceu no Brasil e é engenheiro civil de profissão e carreira. Mas Teodoro Buest descobriu sua vocação na pintura, graças à necessidade constante de observação e inovação que a profissão exalta lhe solicitava. Consegue através da arte naif expressar de forma diferente a realidade das construções e do quotidiano pitoresco do interior do Brasil.
XESKO Em 2002 obteve o diploma do curso de “Aperfeiçoamento em Técnicas de Pintura para Retrato a Óleo”, ministrado pelo Mestre Almaia e foi convidado por ele a trabalhar no seu estúdio
YOLANDA CARBAJALES Licenciada en Bellas Artes. Especialidad: Diseño y Audiovisual. Universidad de Salamanca, 1991. Miembro del: TALLER EXPERIMENTAL DE GRÁFICA (Vigo, 1996/2000 ),COLECTIVO GRAPH y ARGA (Asociación Nacional de Artistas Plásticos Galegos). Ha realizado desde 1989 en numerosas exposiciones individuales y colectivas en España y otros países (Portugal, Inglaterra, Suecia, Francia, Italia, Polonia, Marruecos, Argentina,...)
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
O TOURO
O Touro
É um bicho e até um Deus
no Nilo abençoado!
Ficou nos muros da História
e com alguma glória
acompanhou o homem
na sua triunfante caminhada!
É trompete que anuncia a festa,
sangue e bandarilhas
e ainda algumas meninas
que atiram flores aos forcados!
É um ai de aflição
com o toureiro no chão
ensanguentado,
rezando à Virgem Maria!
É o olé da plebe
que em dia de faena
esquece as suas penas
atira chapéus ao ar,
e faz da arena um mar de risos
e palmas!
É o actor principal
quando num último estertor
depois da fatal estucada,
cai no chão em câmara lenta,
num rugido enraivecido
de quem não se dá por vencido
numa luta desigual!
Maria Olinda Sol
É um bicho e até um Deus
no Nilo abençoado!
Ficou nos muros da História
e com alguma glória
acompanhou o homem
na sua triunfante caminhada!
É trompete que anuncia a festa,
sangue e bandarilhas
e ainda algumas meninas
que atiram flores aos forcados!
É um ai de aflição
com o toureiro no chão
ensanguentado,
rezando à Virgem Maria!
É o olé da plebe
que em dia de faena
esquece as suas penas
atira chapéus ao ar,
e faz da arena um mar de risos
e palmas!
É o actor principal
quando num último estertor
depois da fatal estucada,
cai no chão em câmara lenta,
num rugido enraivecido
de quem não se dá por vencido
numa luta desigual!
Maria Olinda Sol
terça-feira, 29 de setembro de 2009
AO REDOR DO TOURO
O Touro através da Mitologia e a História
Numa várzea sobre que soluçava o mar, apascentava Europa a sua boiada branca. Ao sol eram de noite os seus cabelos, ao luar eram sóis os seus olhos.
Dum pastor das manadas reais ouvia rezas de amor e para ali vivia contente com o seu ingénuo menestrel e os seus santos boisinhos. Uma tarde deu no rebanho com a cabeça a mais. Cor de espuma, nédio como um veludo, do rei à certa o toiro tresmalhado.
Tinha no olhar negruras insondáveis, duma melancolia tamanha que enterneceu a fenícia. Pô-lo a comer no regaço e desfolhou sobre ele grinaldas do prado.
O toiro mugia, requebrava-se numas denguices tais, que deram ousio à pastora para lhe saltar em riba.
Toiro – agora o vereis. Bota-se à água e lá vai nadando, nadando, depositar o precioso fardo sob um laranjal florido de além mar.
Quando cobrou os sentidos viu-se nos braços de um moço mais mavioso que a frauta do pegureiro. A pastorinha caíra na esparrela do D. Juan do Olimpo.
Esta incarnação de Júpiter endeusou o toiro. A crença ergueu-lhe áureos tabernáculos, e a arte topou o símbolo ansiado da formosura viril, da energia reprodutora.
Os bronzes helitas são o missal deste culto idólatra à magestade imponente do toiro. Do duelo prolongado entre o homem e o boi selvagem formou-se um ciclo lendário, com Teseo, o seu rei Artur. Centauros talavam como avalanches regiões inteiras, semideuses velavam armas e saíam a abarbar os monstros.
No Alto Nilo os Remsés amatilhavam toiros e pelos anfiteatros de Roma o seu mugido vibrou como um clarim raivoso.
A Idade Média com seu génio bulhento, a índole de quem germinou no ventre de Messalina, fecundada por um gladiador, coligia todos estes esboços de luta, e quando já não tinha moirama para alcançar criou o toireio, a arte de ser valente, de ser gentil, de ser sanguinário.
Os barões goliardos já não tinham as canas, as alcanzias, os torneios, com que recrear as damas e ganhar-lhes o coração?
O homem das primeiras idades ataca o toiro com a rena, o mamute, por instinto de conservação; o homem histórico fá-lo a rês predilecta das suas montarias; o homem culto cria a arte dos cambapés e da audácia para negacear a força impávida. O machado de sílex, a flecha e o laço, o estoque e o rojão.
A fidalguia aborrecida das peloiradas na África, e de gandaiar por esses mundos de Cristo, atirou-se a esta nova fórmula da galantaria e do denodo.
Era uma justa de valentias, uma Terra Santa de glórias em que se praticavam façanhas e se grangeavam nomes e mulheres.
O Cid, Carlos V, Pepino, o Breve, D. Sebastião, ganharam renome de lidadores.
A Idade Média das banzas enamoradas, das távolas, dos paladinos galhardos, não podia ver bocejar a boca vermelha das mulheres. Vieram pois as toiradas com o sangue a espadanar, a vida vacilando na cornadura das feras, a coragem pairando do alto dum sorriso sereno. É esta a fase mais brilhante do toireio, fidalguesco, privilegiado, a que a plebe era completamente admitida para claque.
A Península era chão fértil para o toireio. Como um espirilo assim ele invadiu a vida ibérica, empedernindo-lhe o temperamento nas gradações rubras do tradicionalismo, da cólera, do amor, dos sentimentos todos.
Os Amadis, os Quixotes, para serem completos, deviam ser toireiros. Os dois povos, quando citam os heróis, não se esquecem de Frascuelo e do marquês de Marialva.
Toirear era uma imposição das fidalguias, como ir à Terra Santa fora um dever de consciência religiosa.
Para os nobiliários foi um capítulo a mais. Dessa guerra brilhante ao toiro ressalta o conde de Villamediana.
Filho de português e andaluza, era tão temível a sua língua como a sua espada.
A matar toiros, a matar homens, a conquistar mulheres, era sempre o mesmo homem de punhos de renda imaculáveis, de eterno e imperturbável sorriso à flor do rosto.
Semeava dobrões às rebatinhas, e a fecundidade do seu espírito provocava os louvores de Cervantes. Quando passava, dizia o povo:
- Lá vai o conde!
O povo quando aponta, admira; Villamediana era um ídolo.
As suas aspirações voaram tão alto que chegaram à alcova de Isabel de Bourbon, mulher de Filipe IV. A rainha Isabel era uma francesa e uma francesa tributa-se a tudo o que é grande, que está acima.
Para o conde não existia impossível, conduzindo-se sempre na linha recta das suas paixões.
Gostava de uma mulher, havia de tê-la, conquistasse-a embora a madrigais ou à ponta de espada.
Os homens assim davam-lhe as esposas, como as Sabás se davam ao padreador Salomão.
A sua impetuosidade chegava às vezes a ser imprudente, mas sem baixar das alturas incomensuráveis do cavalheirismo.
Um dia representava-se no paço uma comédia sua. A rainha, perdida e achada por teatros, era a protagonista. A uma certa altura, a rainha baixava no palco, alada, silfidicamente, de um nevoeiro de cassa.
Villamediana então largou o fogo às bambinelas, e o maquinismo incendiou-se; pânico geral. Só o conde teve cabeça para salvar a soberana, fugir com ela, quase nua, desmaiada, para um dos extremos do Alcácer. Na arena era aclamado como um herói dos Méxicos.
Um dia solenizava-se em Madrid o nascimento duma infanta. Um programa variado e a infalível toirada.
A Plaza Mayor regorgitava.
Das balaustradas, dos telhados, das varandas debruçavam-se cachos enormes de gente. Sobre colgaduras que o sol brunia, a corte, os punhos dos espadins e as jóias cintilando como raios prisioneiros.
Pelo azul alava-se a nuvem sussurrante, o fumo do sangue espanhol, ansioso por sangue, valentia, gentilezas.
O espectáculo abriu com o duelo de um tigre com um toiro. Depois os peões e bandarilheiros entraram na arena, as cores do trajo, descantando-se ao poente.
Os guisos dos corcéis emudeceram e o cornúpeto entrou. Entrou fungante, vibrando como um vime, as vértebras a zebrarem a epiderme nédia das lezírias.
Peões e bandarilheiros desertaram acossados. O animal era um demónio vivo, saltos de tigre e ímpeto de leão.
O sangue espanhol, de impotência, tinha apoplexias. Mas Villamediana rompe na praça, sumptuoso, grande como um deus. O seu trajo era dum arrojo incrível e um madrigal espirituoso à rainha. Justilho, capa, chapéu, vinham recamados de reales, dos reales com a efígie de D. Isabel, e sobre o tiracolo sanguíneo lia-se a divisa doirada: mis amores son reales.
Na balaustrada em que escorriam damascos passou o galvanismo do assombro: a rainha corara muito, o coração em grandes palpitações como se quisesse saltar fora.
Semeava dobrões às rebatinhas, e a fecundidade do seu espírito provocava os louvores de Cervantes. Quando passava, dizia o povo:
- Lá vai o conde!
O povo quando aponta, admira; Villamediana era um ídolo.
As suas aspirações voaram tão alto que chegaram à alcova de Isabel de Bourbon, mulher de Filipe IV. A rainha Isabel era uma francesa e uma francesa tributa-se a tudo o que é grande, que está acima.
Para o conde não existia impossível, conduzindo-se sempre na linha recta das suas paixões.
Gostava de uma mulher, havia de tê-la, conquistasse-a embora a madrigais ou à ponta de espada.
Os homens assim davam-lhe as esposas, como as Sabás se davam ao padreador Salomão.
A sua impetuosidade chegava às vezes a ser imprudente, mas sem baixar das alturas incomensuráveis do cavalheirismo.
Um dia representava-se no paço uma comédia sua. A rainha, perdida e achada por teatros, era a protagonista. A uma certa altura, a rainha baixava no palco, alada, silfidicamente, de um nevoeiro de cassa.
Villamediana então largou o fogo às bambinelas, e o maquinismo incendiou-se; pânico geral. Só o conde teve cabeça para salvar a soberana, fugir com ela, quase nua, desmaiada, para um dos extremos do Alcácer. Na arena era aclamado como um herói dos Méxicos.
Um dia solenizava-se em Madrid o nascimento duma infanta. Um programa variado e a infalível toirada.
A Plaza Mayor regorgitava.
Das balaustradas, dos telhados, das varandas debruçavam-se cachos enormes de gente. Sobre colgaduras que o sol brunia, a corte, os punhos dos espadins e as jóias cintilando como raios prisioneiros.
Pelo azul alava-se a nuvem sussurrante, o fumo do sangue espanhol, ansioso por sangue, valentia, gentilezas.
O espectáculo abriu com o duelo de um tigre com um toiro. Depois os peões e bandarilheiros entraram na arena, as cores do trajo, descantando-se ao poente.
Os guisos dos corcéis emudeceram e o cornúpeto entrou. Entrou fungante, vibrando como um vime, as vértebras a zebrarem a epiderme nédia das lezírias.
Peões e bandarilheiros desertaram acossados. O animal era um demónio vivo, saltos de tigre e ímpeto de leão.
O sangue espanhol, de impotência, tinha apoplexias. Mas Villamediana rompe na praça, sumptuoso, grande como um deus. O seu trajo era dum arrojo incrível e um madrigal espirituoso à rainha. Justilho, capa, chapéu, vinham recamados de reales, dos reales com a efígie de D. Isabel, e sobre o tiracolo sanguíneo lia-se a divisa doirada: mis amores son reales.
Na balaustrada em que escorriam damascos passou o galvanismo do assombro: a rainha corara muito, o coração em grandes palpitações como se quisesse saltar fora.
O toiro investiu: Villamediana esperou-o a pé firme e numa lançada inconcebível deitou-o a terra.
Na manhã seguinte, pagavam-lhe a estocada em beijos, os últimos daquele céu aberto, perdido à noite, sob o punhal anónimo das trevas.
Villamediana é dessa plêiade doida, quixotesca ainda, perversa por atavio, em que cavalheirescamente alternavam o espadim e o rojão. A par deste, só o marquês de Niza.
No começo do século XIX, a capital era uma matrona muito recatada, que só de bioco punha pés na rua, digeria trintários como uma leoa, e espreitava dos ralos verdes o corso das peraltas.
Uma manhã, ruminava ela Chiado abaixo, a missa de S. Roque, quando um taful, cruzando, lhe beliscou audaciosamente a carnosidade do braço.
Os magriços saíram à barra: o libertino abriu duas sepulturas e deformou para todo o sempre um quinteto de focinhos.
A Távora encolheu as unhas, e o bonifrate passou, terrífico, flamante, como um demónio de barrete encarnado.
A honesta matrona benzeu-se lá no fundo das gelosias, considerando, para ela e para com Deus, que o estúrdio dava um galhardo pagem, para na penumbra das igrejas lhe tomar das mãos o marfíneo livro das Horas.
Um nome andava de boca em boca: marquês de Niza. Nome que trazia aliada à magia dos encantos perversos a aversão das irreverências desbocadas.
O marquês era um gentilhomem de raça e de espírito, que floreava ao pé de Garrett e era querido das viscondessinhas como um felino de grandes ternuras e perigosas garras.
Espartilhava-se, tinha ademanes de cornaca de homens, e ia pelos braços das mulheres fáceis aos Te-Deum da Sé.
Uma praga de Voltaires, alagando Lisboa, não causariam o terror sagrado da Sociedade do delírio, de que ele era o regente.
Os botequins ficaram assinalados desta horda de valdevinos, com mão larga para dissipar e fazer tudo em cacos na nevrose final da estroinice.
As cortesãs nadavam num Nilo de abundâncias, com lacaios solertes, sedas preciosas, dinheiro em barda.
O marquês era o rei da boémia. As suas fantasias envergonhavam as de Heliogábalo.
Uma noite entrou no Price, trajado de mulher, pelo braço de uma rameira travestida de homem.
Banhava-se em Champagne, e conta-se que uma vez ferrara a prata o ginete de passeio.
Valente calção, rebentava pelas lezírias cavalos à rédea solta, e nas arenas brincara com a pêra, com o garbo e a graça serena que os salões lhe conheciam. Numa corrida em Alhandra, lidou um boi com punhais malaios nas hastes: afocinharam dois corcéis, a vitória por fim poisou-lhe no rojão.
No começo do século XIX, a capital era uma matrona muito recatada, que só de bioco punha pés na rua, digeria trintários como uma leoa, e espreitava dos ralos verdes o corso das peraltas.
Uma manhã, ruminava ela Chiado abaixo, a missa de S. Roque, quando um taful, cruzando, lhe beliscou audaciosamente a carnosidade do braço.
Os magriços saíram à barra: o libertino abriu duas sepulturas e deformou para todo o sempre um quinteto de focinhos.
A Távora encolheu as unhas, e o bonifrate passou, terrífico, flamante, como um demónio de barrete encarnado.
A honesta matrona benzeu-se lá no fundo das gelosias, considerando, para ela e para com Deus, que o estúrdio dava um galhardo pagem, para na penumbra das igrejas lhe tomar das mãos o marfíneo livro das Horas.
Um nome andava de boca em boca: marquês de Niza. Nome que trazia aliada à magia dos encantos perversos a aversão das irreverências desbocadas.
O marquês era um gentilhomem de raça e de espírito, que floreava ao pé de Garrett e era querido das viscondessinhas como um felino de grandes ternuras e perigosas garras.
Espartilhava-se, tinha ademanes de cornaca de homens, e ia pelos braços das mulheres fáceis aos Te-Deum da Sé.
Uma praga de Voltaires, alagando Lisboa, não causariam o terror sagrado da Sociedade do delírio, de que ele era o regente.
Os botequins ficaram assinalados desta horda de valdevinos, com mão larga para dissipar e fazer tudo em cacos na nevrose final da estroinice.
As cortesãs nadavam num Nilo de abundâncias, com lacaios solertes, sedas preciosas, dinheiro em barda.
O marquês era o rei da boémia. As suas fantasias envergonhavam as de Heliogábalo.
Uma noite entrou no Price, trajado de mulher, pelo braço de uma rameira travestida de homem.
Banhava-se em Champagne, e conta-se que uma vez ferrara a prata o ginete de passeio.
Valente calção, rebentava pelas lezírias cavalos à rédea solta, e nas arenas brincara com a pêra, com o garbo e a graça serena que os salões lhe conheciam. Numa corrida em Alhandra, lidou um boi com punhais malaios nas hastes: afocinharam dois corcéis, a vitória por fim poisou-lhe no rojão.
Devia ter morrido, com um evohé! na garganta e uma Berenice ao lado, ingerindo lumes prontos.
O toireio profissionalisa-se. A corrida de toiros tornara-se uma necessidade e o pulso patrício cansara.
Na Espanha, a arte da gineta cai sob a inovação da vara larga empunhada pelo magarefe e o latagão das lezírias, restando um espectáculo picaresco de matadouro.
O toireio profissionalisa-se. A corrida de toiros tornara-se uma necessidade e o pulso patrício cansara.
Na Espanha, a arte da gineta cai sob a inovação da vara larga empunhada pelo magarefe e o latagão das lezírias, restando um espectáculo picaresco de matadouro.
Os aventureiros chovem na arena, escalando honrarias até abancarem no Senado e fitarem de frente olhos de princesas.
E vê-se essa Espanha, lindamente selvagem, acorrer às Puertas del Sol cobrir de vivas – vivas! – o cadáver escornado de Espartero, e não tirar o chapéu ao féretro de Castellar, uma das maiores celebrações modernas.
Pepe-Hilo está à
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